Escorados apenas nas pontas das pálpebras, meus olhos estão se pondo. Apoiei-me nas costas do tempo, como se pudesse aparar a neve que me cobre as feições. Não sinto mais frio. Faz tempo que deixei de sentir. Preciso serenar ao vento os meus porquês. Essa distância faz de nós, estátuas de cinza. Deixo então voar os pontos finais, e dou lugar as reticências...
"- O que você ainda pode ver?"
"- Vejo nós dois. Mutilados."
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